quinta-feira, 10 de novembro de 2011



Águas

É no silêncio
das águas 
que habita
o meu medo.
E no mistério
de teu olhar
encontro
o ancoradouro
de meu destino.
Eu grito
o teu nome
e o teu nome corta
a negra carne 
da noite...
Onde tu estás?
Tu que és
a minha vida?
Tu que te tornaste
a  minha sina?
Nas sombras 
de teu silêncio
meu medo
me sobrepuja.
Acossada, 
permaneço
em meu desespero,
náufraga da solidão
do teu olhar...
Abraça-me!
Deixe-me mergulhar
no silêncio 
das profundas águas,
das traiçoeiras águas
do teu olhar...
Águas negras,
revoltas.
Amedrontadoras.
Águas sedutoras
das quais eu não quero 
escapar...
Onde tu estás?
Deixa-me,
deixa-me submergir
em teu olhar...

(k., nov. 2011)

2 comentários:

Fєrnαndєz ♠♠ disse...

Um poema cheio de angustia e medo. Adorei a forma como você conduziu as palvras. Me senti sendo levado pelas aguas.

terza-rima.blogspot.com

anjo só disse...

muito bom o poema !