
Águas
É no silêncio
das águas
que habita
o meu medo.
E no mistério
de teu olhar
encontro
o ancoradouro
de meu destino.
Eu grito
o teu nome
e o teu nome corta
a negra carne
da noite...
Onde tu estás?
Tu que és
a minha vida?
Tu que te tornaste
a minha sina?
Nas sombras
de teu silêncio
meu medo
me sobrepuja.
Acossada,
permaneço
em meu desespero,
náufraga da solidão
do teu olhar...
Abraça-me!
Deixe-me mergulhar
no silêncio
das profundas águas,
das traiçoeiras águas
do teu olhar...
Águas negras,
revoltas.
Amedrontadoras.
Águas sedutoras
das quais eu não quero
escapar...
Onde tu estás?
Deixa-me,
deixa-me submergir
em teu olhar...
Onde tu estás?
Deixa-me,
deixa-me submergir
em teu olhar...
(k., nov. 2011)













2 comentários:
Um poema cheio de angustia e medo. Adorei a forma como você conduziu as palvras. Me senti sendo levado pelas aguas.
terza-rima.blogspot.com
muito bom o poema !
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